Um objeto produz som quando vibra na matéria. Pode ser algo sólido, como terra; líquido, como água; ou gasoso, como ar. Ouvimos sons ao nosso redor quase todo o tempo.
Quando algo vibra na atmosfera, move as partículas de ar. Estas, por sua vez, movem outras ao redor delas, carregando a vibração pelo ar.
Para ver como isso funciona, vamos analisar um objeto simples de vibração: um sino. Quando um sino é tocado, o metal vibra balançando de um lado para o outro. Ao balançar de um lado, ele empurra as partículas de ar ao seu redor. Estas então colidem com as partículas que estão em sua frente e assim sucessivamente. Isso é chamado compressão.
Ao balançar para o outro lado, o sino puxa as partículas de ar. Isso cria uma queda na pressão, que puxa mais partículas ao redor, criando outra queda na pressão num processo contínuo. Essa queda na pressão é chamada rarefação.
Dessa maneira, o objeto vibrante envia uma onda de flutuação de pressão através da atmosfera. Nós ouvimos sons diferentes por causa das variações na freqüência de onda sonora. Uma freqüência de onda mais alta significa, simplesmente, que a flutuação da pressão do ar muda para frente e para trás mais rapidamente. Nós ouvimos isso como um tom mais alto. Quando há poucas flutuações em um período de tempo, o tom é mais baixo. O nível de pressão do ar em cada flutuação, a amplitude das ondas, determina a altura do som.
Captando sons
Vimos na seção anterior que o som viaja pelo ar na forma de vibrações na pressão do ar. Para ouvir sons, seu ouvido precisa fazer três coisas básicas:
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direcionar as ondas sonoras para dentro da parte auditiva do ouvido
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sentir as flutuações na pressão do ar
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traduzir essas flutuações para um sinal elétrico que seu cérebro possa entender
O ouvido é nosso órgão especializado em captar o som das ondas sonoras. É a antena de rádio que nós temos em nosso corpo. É por isso que, ao fechar as janelas do carro, a gente quase não escuta os barulhos lá de fora. As ondas provocadas por motores em movimento e as freadas (o asfalto raspando no pneu) batem no vidro do carro e não passam.
E é assim que o garoto toca flauta. Ele empurra o ar dentro daquele cano mágico, e o ar sai raspando pelo buraquinho, criando um barulho maravilhoso. E o movimento do ar saindo provoca as ondulações que chegam ao seu ouvido.
Dali, as informações são transmitidas para o cérebro, que vai interpretar cada som: isso é um liquidificador, isso é um passarinho, esse é o barulho de quando o meu pai bate a porta do carro.
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